Piso Industrial

A Concreserv é uma empresa especializada na fabricação de concreto usinado e piso industrial. Possuímos ampla experiência no mercado oferecendo excelentes produtos e serviços para aplicação de piso industrial em diversos ambientes.

Trabalhamos com o objetivo de atender todas as necessidades e expectativas dos clientes que solicitam a aplicação de piso industrial. Contamos com uma grande estrutura para oferecer os melhores serviços para aplicação de piso industrial.

Detalhes sobre a aplicação de piso industrial

A Concreserv possui uma equipe de profissionais altamente treinados e qualificados para aplicação de piso industrial. Contamos com um departamento para atender as mais diversas aplicações em projetos de piso industrial.

Realizamos serviços para aplicação de piso industrial, como: execução de pavimentos, lajes e pisos industriais; tratamentos em epóxi e poliuretano; lapidação de concreto; terraplanagem; demolição de construções e pisos de concreto; entre outros.

Utilizamos materiais de ótima qualidade e equipamentos de última geração para os serviços de aplicação de piso industrial.

A Concreserv possui uma frota de caminhões própria para transportar os materiais e equipamentos utilizados para a construção do piso industrial.

Oferecemos as melhores soluções do mercado para piso industrial, por um preço acessível e com ótimas condições de pagamento.

A Concreserv é especializada em serviços para aplicação de piso industrial

Fale conosco para obter mais detalhes sobre os serviços oferecidos para aplicação de piso industrial.

O piso industrial é muito mais do que um componente da construção, exerce a função de equipamento de logística ou fabril. Um bom projeto apresenta resultados de um produto econômico e com desempenho compatível com a sua utilização.

“O ideal é que o projeto seja contratado pelo usuário final. Assim, ficará protegido de alterações e ‘otimizações’ conduzidas por profissionais que desconhecem a importância do piso industrial”, explica o engenheiro Públio Penna Firme Rodrigues, diretor técnico da LPE Engenharia.

 

 

PROJETO

O projetista deve analisar todos os dados da geologia do terreno, desde os tipos de instalação até as características de utilização da área. Um exemplo é uma área de armazenamento de produtos alimentícios, industrializados apresenta condições sanitárias diferentes daquela que vai ser empregada para estoque de produtos eletrônicos.

Os recursos existentes na região onde o piso será instalado, devem ser estudados também. Um piso projetado para Manaus, onde há pouca oferta de agregados, terá particularidades distintas de outro, que será construído em São Paulo.

”O dimensionamento impacta não apenas a segurança dos equipamentos que o piso receberá, como também a sua durabilidade.” Públio Penna Firme Rodrigues.

“A fundação poderá ser direta ou profunda (piso estaqueado), sendo esta última opção para terrenos de baixa qualidade de suporte”, diz. O projeto estabelece, também, as características do reforço estrutural que será empregado, em função de adequabilidade, custo, recursos e disponibilidade no local da obra.

 

CARACTERÍSTICAS

Os tipos de uso do piso vão gerar informações e decisões projetuais diferentes. De acordo com Rodrigues, quando projetado para área de depósito, é essencial verificar os equipamentos de transporte que vão circular, como empilhadeira, transelevadores ou outros.

 

EXIGÊNCIAS

A resistência do piso deve responder não apenas às cargas atuantes, mas também às solicitações abrasivas, provendo a superfície do piso de recursos que permitam adequá-lo ao uso.

É necessário que o piso tenha juntas bem projetadas e no menor número possível, para assegurar baixo custo de manutenção. Elas devem ser providas de elementos de transferência de carga – como as barras de transferência – e serem adequadamente seladas, em função do tipo de equipamento a ser empregado.

O piso deve apresentar planicidade e nivelamento compatíveis com o tipo de operação e com os equipamentos que serão empregados.

 

 

EXECUÇÃO

Segundo o Engenheiro, a execução deve ser feita por empresas especializadas e adequadamente equipadas, principalmente quanto à concepção adotada no piso.

Para cada tipo de revestimento, tipo RAD, é exigido preparo específico do piso. “As pinturas são normalmente aplicadas depois de um lixamento leve, outros requerem fresagem. É importante que empresas qualificadas, como as que pactuam com os procedimentos da Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho (Anapre), estejam à frente do trabalho”, sugere Rodrigues, que é conselheiro da entidade.

O pisos industriais estão sujeitos a um ambiente mais agressivo quando comparados aos pisos residenciais. Especialmente no caso de indústrias alimentícias, de bebidas, farmacêuticas, é preciso que o chão esteja sempre limpo para evitar riscos de contaminação nos produtos.

Dessa forma, mesmo seguindo todas as recomendações de normas de execução, o desgaste é um processo natural, e eventualmente são necessárias intervenções para manutenção de um piso industrial. E quase sempre isso significa parar a fábrica e interromper o processo produtivo, o que pode acabar gerando prejuízos.

 

Nesse momento surgem algumas dúvidas: como recuperar um piso industrial danificado? Quais cuidados devem ser tomados? Quais materiais devem ser utilizados? Neste texto vamos abordar as principais causas do desgaste do piso e o que fazer quando elas aparecem.

 

As principais causas de problemas em pisos industriais

recuperação de piso industrial com problemas revestimento anticorrosivo

Uso indevido

Durante a fase de projeto, é preciso ter uma estimativa correta do peso, movimentação de máquinas, tráfego, e qualquer tipo de carga a que o piso estará submetido. Dessa forma, é possível dimensionar corretamente o volume e armação do concreto, execução de juntas de dilatação e ainda verificar a possibilidade de outros tipos de materiais para o piso industrial.

Quando os cálculos não estão corretos ou, ainda, se a utilização do piso mudar ao longo dos anos, exigindo esforços maiores do que ele foi projetado para suportar, há o risco de começar a surgirem patologias no piso, como surgimento de trincas e fissuras.

 

Falha de execução

O concreto é uma solução bastante utilizada para pisos industriais pois consegue aliar um bom custo-benefício, especialmente para grandes áreas.

A resistência de um piso industrial de concreto, executado de maneira correta, é alta, bem como a sua durabilidade. Outros pisos como epóxi, cerâmica, granitina também precisam ser executados por profissionais habilitados e empresas competentes, para evitar falhas e prejuízos no futuro.

Os problemas podem surgir quando a concretagem não é feita de maneira correta, com surgimento de bolhas de ar e falhas de cobrimento mínimo de armaduras. Também pode acontecer de o processo de cura não ser feito de maneira adequada, aumentando a retração e o surgimento de fissuras, além de comprometer a resistência do material.

E por fim, é preciso tomar bastante cuidado, pois as juntas de dilatação são pontos críticos, de onde podem se iniciar patologias.

 

Uso de produtos químicos fortes para limpeza

Duas das principais patologias que ocorrem em pisos industriais de concreto são a delaminação (também conhecida como desplacamento) e o desgaste superficial.

Os revestimentos de outros materiais também podem sofrer com bolhas de ar, irregularidades de acabamento, trincas e fissuras. Além disso, a infiltração de água e produtos químicos também é um problema recorrente.

Certos segmentos industriais são bem rígidos em relação à limpeza do chão de fábrica, e isso faz com que sejam utilizados produtos fortes e abrasivos que aceleram o processo de desgaste superficial. Aliás, este é talvez o principal motivo para intervenções e manutenção nos pisos industriais.

Veja:

  • Revestimento anticorrosivo para a indústria: onde e por que usar?

 

Infiltração

A infiltração e a umidade são problemas frequentes não somente em pisos, mas em qualquer elemento estrutural nas construções. A água nesse cenário pode ser bastante nociva, causando processos corrosivos nas armaduras, surgimento de matéria orgânica, como mofo e bolor, que acabam enfraquecendo e desgastando o concreto, bolhas, descascamentos e tantos outros problemas.

A água pode se infiltrar por entre os poros, ou ainda pelas juntas de dilatação que não foram calafetadas, também por entre as trincas e fissuras e quando o piso está desgastado superficialmente.

Leia também:

  • Como evitar a infiltração de produtos químicos no solo?

 

Como recuperar pisos industriais

recuperação de piso industrial com problemas revestimento anticorrosivo

Além de respeitar os limites de utilização, é importante que sejam feitas as manutenções periódicas no piso industrial, aumentando assim sua durabilidade, e as intervenções para recuperação devem ser estudadas e executadas tão logo os problemas forem identificados.

É certo que uma obra de recuperação de piso industrial pode causar paralisação temporária da fábrica ou galpão, mas é preciso lembrar que quanto mais é adiada maior podem se tornar os problemas.

 

Pisos de concreto

O primeiro passo é identificar os pontos de falhas e fissuras, para saber se elas ocorreram devido ao desgaste natural do material ou se há alguma outra ação causando o problema.

A solução é na maior parte das vezes feita com endurecedores (argamassa de alta resistência inicial, poliuretano, epóxi) de forma a tampar os poros e fissuras.

Em seguida é feito uma limpeza com escovas e lixas abrasivas de forma a garantir a uniformidade da superfície. Em casos mais extremos pode ser necessário a retirada total da área que apresenta a patologia para ser executada uma nova concretagem.

É importante que todos estes procedimentos sejam executados conforme as normas técnicas e por empresas e profissionais habilitados, com o risco de ocorrer retrabalho e consequentemente novas paradas e interrupções na fábrica.

 

Pisos com revestimento

Os pisos industriais feitos com algum de tipo de revestimento, seja ele cerâmico, tintas, epóxi, são escolhidos muitas vezes pela facilidade de limpeza. O que pode ocorrer, entretanto, ao longo dos anos de utilização é o desgaste da superfície e assim é necessário um processo de recuperação.

O profissional deve estar atento ao tipo de patologia apresentada, para assim apresentar a melhor solução.

Pisos com revestimentos com tintas epóxi, acrílica, poliuretano, são mais fáceis de serem recuperados, porém, dependendo do caso, o tempo para cura pode ser maior e o tempo de paralisação acaba aumentando também.

Já revestimentos cerâmicos devem ser avaliados se podem ser trocados apenas as peças com problemas ou se é o caso de trocar todo o revestimento.

Outro ponto para se levar em consideração é que deve ser respeitado o tempo de cura para liberação ao tráfego de pessoas e veículos.

 

Poliéster flexível como solução para pisos industriais

O poliéster flexível pode ser aplicado diretamente sobre a superfície pré existente, fornecendo uma solução definitiva para as indústrias e fábricas que sofrem com as constantes paradas para manutenção de piso, especialmente nos casos que há desgaste precoce devido à lavagens sucessivas e uso de produtos químicos abrasivos.

Uma das grandes vantagens do poliéster flexível para recuperação de pisos industriais é a rápida liberação para o tráfego de máquinas e pessoas, reduzindo assim os prejuízos com vários dias de paralisação, quando comparado com a retirada e recolocação do piso.

O Sistema Fibersals em poliéster flexível é aplicado diretamente sobre a superfície existente, sendo ideal para a recuperação de piso industrial. Além disso, é resistente aos mais diversos agressores presentes na indústria, sendo um revestimento anticorrosivo de altíssima qualidade. Veja um quadro de resistências com diversos exemplos.

Essa solução também é definitiva em termos de impermeabilização, garantindo assim que o piso estará protegido da infiltração e da umidade, e oferece 15 anos de garantia.

Sistemas Construtivos

Piso industrial de alta resistência de concreto armado com tela dupla

Fernando Benigno da Silva

Edição 187 – Outubro/2012
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Descrição do sistema
Piso constituído por placas de concreto armado com telas soldadas, posicionadas a 30 mm da face superior e 25 mm da face inferior, unidas com barras de transferência em juntas construtivas ou serradas. O uso de armaduras compostas por telas soldadas, em pisos industriais, tem como finalidade o reforço estrutural e/ou combate às fissuras de retração do concreto. Para transferência de cargas e ligação entre as placas de concreto são utilizadas armaduras denominadas, respectivamente, barras de transferência e barras de ligação. O sistema é empregado em indústrias, estacionamentos, depósitos, armazéns, quadras esportivas, pátios de carga e descarga, estradas, aeroportos, postos de gasolina, entre outros.

 

Foto: divulgação Fernandes Engenharia
Preparação do subleito

 

Características técnicas
As placas de concreto armado para piso com emprego de tela dupla podem apresentar dimensões de até 12 m de largura por 12 m de comprimento, respeitando a espessura mínima de 13 cm. Para dimensões maiores é necessário o aumento da bitola da tela superior. De acordo com a empresa, a taxa de armadura (bitola das telas) é estabelecida em função das solicitações devidas às cargas atuantes.

Os materiais utilizados na execução do piso são os seguintes: brita, empregada como lastro; manta de polietileno (lona preta), empregada sobre a brita; espaçadores plásticos; tela de aço eletrossoldada; espaçadores metálicos treliçados; barras de transferência lisas; barras de ligação; poliestireno expandido (EPS), utilizado nos encontros das placas de piso com paredes e pilares para permitir a movimentação por efeito higrotérmico; agentes de cura ou de proteção para cura; eventuais endurecedores e selantes para juntas.

O sistema construtivo para pisos industriais de alta resistência engloba as seguintes etapas:

– Projeto
– Preparação do subleito
– Preparação da sub-base
– Camada de deslizamento
– Armaduras
– Concreto: lançamento, espalhamento e adensamento
– Concreto: nivelamento e acabamento superficial
– Concreto: planicidade e nivelamento
– Concreto: cura
– Juntas
– Controle tecnológico

O projeto engloba estudos geotécnicos, como sondagem e ensaios de solos, análise das condições de carregamentos estático e dinâmico, concepção arquitetônica, estudos de layout e dos tipos de equipamentos rolantes sobre o piso.

 

Fotos: divulgação Fernandes Engenharia
Vista geral da obra, com a preparação do terreno Preparação da armadura e das barras de transferência

 

Execução

Preparação do subleito
Caracterização mecânica do subleito e granulométrica, considerando limites de Atterberg, compactação e California Bearing Ratio (CBR) ou Índice de Suporte Califórnia (ISC); o subleito é o solo de apoio do piso.

Preparação da sub-base
Caracterização mecânica, granulométrica e CBR devem estar em conformidade com a especificação do projeto; na sub-base é empregada brita. Camada de deslizamento Colocação de uma manta de polietileno em toda área a ser concretada, com a finalidade de reduzir os efeitos do atrito entre a placa e a sub-base e evitar perda de pasta de cimento do concreto para a sub-base. Outra função, juntamente com a camada de brita, é evitar que eventual umidade ascendente do solo atinja o piso, pois em casos de pintura do piso pode ocorrer o descolamento da pintura em razão dessa umidade ascendente.

Armaduras
O uso de armadura em tela soldada tem como objetivo o reforço estrutural no caso dos pisos industriais ou pavimentos de concreto. Barras de transferência e de ligação são utilizadas, respectivamente, para transferência de carga e ligação das placas de concreto. As armaduras estruturais especificadas no projeto também são consideradas para minimizar o efeito da retração do concreto, evitando-se fissuras de retração. Para as barras de transferência podem ser utilizadas barras lisas de aço com seção transversal circular ou quadrada, conforme especificação da NBR 7480:2007 Aço Destinado a Armaduras para Estruturas de Concreto Armado – Especificação. Após instalação das barras, deve-se garantir a sua imobilidade durante a execução do piso industrial. As telas de aço soldadas utilizadas para armação do concreto devem atender a NBR 7481:1990 Tela de Aço Soldada – Armadura para Concreto. A armadura deve ser constituída por barras com o diâmetro, espaçamento e comprimento definidos no projeto, estando limpas e isentas de óleo ou qualquer substância que prejudique sua aderência ao concreto.

Concreto – dosagem
O concreto em geral deve atender aos requisitos mínimos apresentados na tabela 1.

Dependendo das condições específicas outros requisitos podem ser estabelecidos. O piso deve apresentar o mínimo de fissuras possível, evitando-se empenamentos nas bordas. Deve ser definido um traço de concreto que garanta o mínimo de exsudação, segregação e retração, com adequada trabalhabilidade. No caso de piso de concreto para tráfego de veículos, por exemplo, são estabelecidos outros requisitos como superfície lisa, densa e resistente.

Concreto – execução
O controle do lançamento e espalhamento é realizado para garantir a homogeneidade da mistura de concreto. O transporte é realizado por equipamento capaz de evitar segregação da mistura. É importante exigir fornecimento contínuo do concreto para evitar problemas como juntas frias ou emendas de acabamento. O espalhamento é realizado com o auxílio de ferramentas manuais ou por máquinas. O concreto é distribuído em excesso por toda a largura da faixa em execução e nivelado a uma altura conveniente para que, após as operações de adensamento e acabamento, qualquer ponto do pavimento tenha a espessura de projeto. O adensamento é realizado por vibração superficial com o uso de equipamentos como o Vibro Strike, régua vibratória ou Laser Screed. Após essas etapas é verificada a regularidade altimétrica longitudinal e transversal da superfície do concreto, ainda no estado plástico, com o auxílio de “rodo de corte”. O acabamento superficial do concreto deve proporcionar uma superfície densa, com resistência mecânica, resistência à abrasão e durabilidade, além de textura adequada à utilização do piso. As operações de acabamento são executadas, sequencialmente, em tempo adequado dentro do período de endurecimento do concreto. O acabamento e posterior tratamento superficial, bem como as exigências de planicidade e nivelamento, determinam o tipo de equipamento e número de operações de acabamento necessários.

 

Tabela 1 – PARÂMETROS MÍNIMOS DA DOSAGEM DO CONCRETO PARA PISOS INDUSTRIAIS

 

Foto: divulgação Fernandes Engenharia